Divulgar o Espiritismo de modo estruturado a partir de um estudo consciente que vise desmistificar o conceito de uma Doutrina ritualista e dogmática.
terça-feira, 12 de julho de 2016
domingo, 12 de junho de 2016
Invigilância
A falta de vigilância
daqueles que zelam pela causa espírita tem atingido altos pontos no quesito
negligência. Para o bom entendimento,
vigilância significa atenção, zelo, precaução, cuidado. E ao observarmos os
rumos do Espiritismo, percebemos claramente que esta é artigo totalmente em
falta.
Falada por alguns e
desdenhada pela maioria, por acharem ser uma atitude sem importância, a falta
de cuidados levou as crendices a adentrar as casas espíritas, muitas vezes
disfarçadas de caridade que leva os incautos a acreditar que estejam evoluindo através
da bondade. As crenças foram veementemente combatidas por Kardec, que apostou
na razão como forma de rechaçar as superstições.
Quando não se leva em
consideração os avisos, fatalmente as situações negativas ocorrem levando todos
para uma suprema derrocada. O desconhecimento do significado da palavra
vigilância leva desmesuradamente à invigilância, e isso é tão óbvio que se
torna até ridículo explicar. Entretanto, nem tudo o que parece ser lógico realmente
o é, e isto se torna verdadeiro quando damos de cara com espíritas
empanturrados de filosofia e moral para os outros, mas que não aplicam a si
mesmos.
Os centros, que
deveriam primar por ser um espaço de estudo e divulgação do Espiritismo, foram
transformados em locais onde as práticas de curandeirismo são a principal
atividade além da intensa troca de favores que ocorre descaradamente. Mediunismo
e mensagens supostamente espirituais onde os elogios ao médium que psicografa são
o ponto em alta e as recomendações de Kardec para os devidos cuidados com a
idoneidade dos espíritos e dos próprios médiuns, em baixa.
A falta de precaução e
estudos coloca à frente das casas espíritas pessoas despreparadas, totalmente
ignorantes em relação ao Espiritismo do qual só conhecem, e mal, a mediunidade.
Para todos os que procuram a casa com alguma necessidade, o mesmo diagnóstico,
obsessão. Participantes de grupos de estudos são retirados dos mesmos sob a
justificativa de que é médium e de que precisa participar da reunião mediúnica,
como se uma coisa inviabilizasse a outra. E assim vão-se formando médiuns pautados
na ignorância pela falta de estudos. Futuramente, repetirão seus “lideres”.
No púlpito palestrantes artistas que
apresentam um belíssimo espetáculo no melhor estilo religioso-motivacional. A
cena seria cômica se não fosse patética. O aparelho de som aos estardalhaços e
o dito palestrante a abrir os braços e a correr de um lado para o outro, mas
parecendo um pavão. Isso para não falar nos falsos palestrantes que nada
entendem da Doutrina Espírita e não escondem que nunca nem viram a capa de O
Livro dos Espíritos...
Devido à invigilância dos que se julgam
profundos conhecedores da intimidade dos espíritos, as casas estão entregues a
velhacos que dão brechas a espíritos de caráter duvidoso, levando o Espiritismo
à falência pela extrema inércia do movimento que permite o desvirtuamento e a
fraude em nome de uma pretensa irmandade.
A fórmula para a
mudança vibratória e para acertar o passo na Doutrina, entendendo-a como Kardec
a colocou é bem simples, vigilância, o que implica boa vontade e para se ter a boa
vontade é preciso estudo e para estudar é preciso muito mais que fazer parte de
grupos, é preciso saber aproveitar os conhecimentos adquiridos na melhoria de
si mesmo.
Mas não há um rigor nos
estudos nos núcleos espíritas no sentido de levar o indivíduo a perceber a
necessidade de trabalhar a si mesmo, ninguém na verdade dá a mínima para os
conselhos de Kardec e também não conhecem esses conselhos, pois nunca leram a
Codificação e a prova disso é a penetração de pretensos médiuns que recebem
também pretensos espíritos de artistas famosos.
A galera dos centros, na invigilância característica de cada dia, não só
aplaude como incentiva o comércio dos quadros e outros objetos. Se tivessem o
pudor de comparar assinaturas e obras desses artistas quando encarnados, com as da suposta entidade espiritual, perceberiam as falhas.
E quem pode, dentro de
um critério mínimo de razoabilidade, garantir que espíritos como Monet, Renoir,
Van Gogh e outros ainda se encontram no mundo espiritual? E caso estejam, encontram-se
à disposição de qualquer médium brasileiro? Logo, a conclusão é bem simplória,
ou as pessoas no movimento espírita são extremamente ingênuas ou a falta de
conhecimentos já ultrapassou todos os limites permitidos do bom senso. Por ai
se vê por que as obsessões e as enganações permanecem e alastram-se de modo
grotesco, pela falta de vigilância dos espíritas, o que comprova que os
verdadeiros inimigos da Doutrina, aqueles que a estão detonando se encontram
disfarçados na pele de fiéis trabalhadores. Tão “fiéis” que não percebem a
diferença entre representação, imaginação e fenômeno mediúnico propriamente
dito.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Melindre, radicalismo e consequências morais
Muito
se tem falado sobre o melindre e o quanto provoca danos quando se manifesta.
Apesar de muitos terem conhecimento a respeito dessa chaga moral, poucos realmente
procuram trabalhar a si mesmos para que o mal do constrangimento não faça parte
de suas personalidades e por isso, o melindre continua fazendo vitimas,
destruindo laços de amizade e pondo em derrocada trabalhos que poderiam dar
bons frutos, tanto dentro quanto fora da casa espírita.
O
melindre aparece em qualquer circunstância, em todo e qualquer ambiente seja nas
instituições de cunho filosófico ou religioso, no lar, no trabalho, entre
vizinhos, entre novos e velhos amigos enfim, onde está o homem lá se encontra o
melindre, em estado latente, e ao despertar de sua suposta hibernação provoca
danos arrasadores.
Essa
propensão para nos ofendermos facilmente e para fazermos de pequenos
contratempos violentas tempestades, dorme no íntimo de todos e tende a estar em
processo de ebulição naqueles que se julgam superiores e que, portanto supõem-se
não estar no mesmo nível dos reles mortais, logo, seus desejos não podem ser
contrariados, por achar que a razão é um instrumento pessoal seu.
O
melindre nunca se manifesta só, traz consigo amigos também cruéis e nefastos: o
orgulho, a falta de humildade e o radicalismo.
O
fato de um pedido ser negado por um companheiro de jornada já é motivo mais do
que suficiente para que o radicalismo melindroso se faça presente tornando o
individuo rancoroso por achar que aquele que lhe negou a rogativa não é suficientemente
bom para ser seu amigo e que precisa afastar-se dele.
O
que o melindroso não percebe é que além de tudo ele é também egocêntrico, pois,
visando apenas à realização de seus intentos, não pergunta ao outro se por
acaso ele teria condições de ajudá-lo, não procura colocar-se no lugar do outro
para perceber as suas limitações e dificuldades. Deveria refletir: se eu
estivesse no lugar de “fulano”, com as responsabilidades que tem, teria
condições de satisfazer os desejos de alguém? Até onde me seria possível ir? Quais
as minhas limitações?
Precisamos
nos conscientizar que nem tudo o que queremos poderá ser realizado, ainda mais
quando esta realização irá depender de outros para que se efetive. Por mais
amigos que tenhamos nem sempre eles poderão nos auxiliar e o Espírita,
principalmente por ter acesso a informações que lhe mostram de forma clara a
realidade da vida espiritual e material, deveria ter pleno conhecimento de que
nem todos tem condições para tomar determinadas decisões. Quando queremos impor
nossas vontades estamos sendo tão maniqueístas quanto os que criticamos por
terem posições impositivas e manipuladoras. Não alimentemos o melindre, pois
ele tem consequências morais devastadoras em nossas vidas, nos envereda por uma
rede de negatividade e de ignorância que se tornam entraves à educação do
espírito, logo à evolução, além de ser uma porta aberta para a obsessão.
Cobramos
dos outros atitudes firmes, criticamos o que se
constrange entretanto agimos da mesma forma quando não somos o centro
das atenções. Quais crianças, fazemos birra, porém, na criança a birra pela
contrariedade sofrida logo passa, no adulto ela permanece e cria raízes
malignas: ódio, solidão... Amigos deixam de se falar ao invés de procurar uma solução
para o problema surgido; pais e filhos dão as costas uns aos outros e ficam
assim por anos, chegando mesmo a desencarnar sem que a situação seja resolvida;
irmãos deixam de se falar. O ego ferido, de acordo com Emmanuel é como um verme
que destrói uma semente.
É
importante nos darmos importância? Sim, precisamos cuidar de nós mesmos, porém
tendo o cuidado de não ultrapassarmos limites achando que somos melhores que os
outros. Essa falsa idéia de ser melhor é extremamente perigosa, pois nos deixa
cheios de vaidades inúteis e não me toques que afetam a alma e o corpo físico
levando-nos por vezes a quadros depressivos e ampliando o juízo de valor que
nos incute que somos vitimas de injustiças e ingratidões.
Não
devemos confundir favor com obrigação, ninguém tem a obrigação de nos prestar
um favor, principalmente sem ter condições efetivas para isso, Respeitemos os
limites do outro, suas dores, aflições e dificuldades. A tolerância, quando bem
entendida é uma benção que nos faz agir com responsabilidade e com menos apego
a nós mesmos. Tracemos um plano de varrer o melindre de nossas vidas, vigiando
para que não se instale e procurando desfazer situações desconfortáveis que tem
ele como pano de fundo.
Insegurança
e baixa autoestima são estigmas provocados pelos melindres e pelo radicalismo
de não querermos reconhecer quando erramos e permitirmos que a mágoa seja nosso
guia. Quando criticamos e nos afastamos das pessoas por julgar que fomos
desrespeitados e não procuramos entender as situações, que por vezes são
criadas por nossas atitudes impensadas e desestruturadas, demonstramos que
também não fomos amigo o suficiente do outro, pois se o fôssemos, entenderíamos
sua posição.
Intrigas,
mal entendido que parece irreversível e desânimos podem ser revertidos desde
que o individuo procure conhecer a si mesmo e reconhecer seus erros. Mas para
isso é preciso fortalecer-se espiritualmente, entender que a ofensa só existe
porque ele permitiu que ela habitasse o seu íntimo.
Levemos
em consideração, para todos os âmbitos de nossas vidas, seja na convivência no
grupo espírita, na vida profissional, em família ou com amigos as recomendações
que Kardec nos dá em O Livro dos Médiuns, no capítulo 24, para granjearmos a
simpatia dos bons espíritos: que procuremos trabalhar em nós os vieses de
consequências ruins transformando-os em condições morais favoráveis ao
progresso espiritual.
Precisamos
cultivar a perfeita comunhão de sentimentos, a cordialidade recíproca, a ausência
de sentimentos contrários à verdadeira caridade cristã, entendendo caridade no
sentido de utilidade e ter em vista um único desejo, instruir-se e melhorar-se
conforme nos ensinou os espíritos superiores através de Allan Kardec.
segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (João 8:32)
A frase que dá título a
este artigo é bastante conhecida no meio espírita, porém, como conhecimento e
entendimento não andam de braços dados, a distância entre um e outro é larga.
O conhecimento da
verdade, de acordo com Nietzsche, só aconteceria quando o homem eliminasse as
concepções pré-concebidas e reelaborasse seu pensamento sem as influências
maniqueístas. Este processo, portanto, deveria levar o homem a perceber que
grande parte de suas crenças foram impostas e que elas não faziam sentido
algum. Esse método de desconstrução foi denominado por Nietzsche como niilismo libertador.
Como adeptos do
Espiritismo, deveríamos estar atentos à questão do maniqueísmo e não nos
deixarmos levar pelos muitos “ismos”,
entre estes, as crenças pessoais que solapam a Doutrina Espírita
transformando-a em uma ramificação do catolicismo. Podemos chegar ao disparate
e afirmar que como bons espíritas, somos excelentes católicos.
O majestoso Herculano
Pires clamava de modo veemente aos espíritas sensatos, algo que parece em falta
no nosso movimento, que se posicionassem contra a avalanche de absurdos que
invadiam a Doutrina Espírita e que abrissem a boca em alto e bom som explanando
a verdade mesmo que doesse a quem quer que fosse.
Hoje no plano
espiritual, certamente Herculano encontra-se perplexo, pois não só percebeu, de
forma clara, conforme dito acima, que espíritas sensatos parecem ser artigo em
falta no movimento como também pelo fato de ver que os que se dizem “espíritas”
encontram-se nas redes sociais não só reafirmando os discursos irracionais como
também repassando imagens de santinhos, anjinhos, procissões e correntes para
atrair bênçãos e dinheiro e ainda por cima envoltas num manto ameaçador, pois quem
se recusa a compartilhar terá cem anos de azar... Isso para não falar no
comércio de escapulários de prata com retratos de Kardec, Chico e Bezerra.
Catolicizou-se o Espiritismo, eis alguns dos nossos dogmas.
Onde está o
conhecimento da verdade preconizado por Kardec? A falta de conhecimento e de
entendimento devido às interpretações esdrúxulas é o verdadeiro farnel da ignorância,
grandes causadores das intolerâncias e de rupturas no movimento espírita.
Kardec foi explícito ao
explicar o que é o Espiritismo, mas como o hábito de trocar a leitura que
traria o conhecimento verdadeiro, Kardec, por um romance água com açúcar com
selo de psicografia é o que movimenta as mentes incautas, a verdade permanece nas
sombras e assim permanecerá, enquanto os espíritas sensatos não levantarem a
voz contra o tsunami de sofismas que se fazem presentes no meio espírita e
ainda com direito a logomarca made in brazil
para exportação.
Estamos verdadeiramente
na caverna de Platão onde o único conhecimento aceito é o dos espectros na
parede e aquele que se atreve a libertar-se e proclamar a verdade é repudiado
tendo que esconder-se devido ao linchamento moral.
Vejamos algumas
explicações, dadas por Allan Kardec, desconhecidas para alguns e escondidas por
muitos no movimento espírita devido a interesses pessoais espúrios.
Na Revista Espírita de
1868, no discurso proferido por Allan Kardec, p. 491, cujo trecho transcrevemos
abaixo encontramos:
“Por
que, então, temos declarado que o Espiritismo não é uma religião? Em razão de
não haver senão uma palavra para exprimir duas idéias diferentes, e que, na
opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; porque desperta
exclusivamente uma idéia de forma, que o Espiritismo não tem. Se o Espiritismo
se dissesse uma religião, o público não veria aí mais que uma nova edição, uma
variante, se se quiser, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta
sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios;[...]”
E mais, na Revista
Espírita de 1864, p. 270: “[..] Quem
primeiro proclamou que o Espiritismo era uma religião nova, com seu culto e
seus sacerdotes, senão o clero? Onde se viu, até agora, o culto e os sacerdotes
do Espiritismo? Se algum dia tornar-se uma religião, é o clero que o terá
provocado.”
Para os que ainda não se deram por satisfeitos,
tomemos um trecho de O que é o Espiritismo,
no diálogo entre Kardec e o padre no capítulo primeiro, quando este pergunta
a Kardec se há uma fórmula religiosa para as evocações aos espíritos e Kardec
responde que certamente haveria um sentimento religioso, porém sem fórmula
sacramental, pois para os espíritos o importante é o pensamento, que são
chamados em nome de Deus, que se faz apelo aos bons espíritos, porém sabendo da
existência dos que ainda se comprazem ao mal e declara, “O que é que tudo isso prova? Que não somos ateus, o que não implica,
de forma alguma, que sejamos religiosos.”
Assim, concluímos que há
um clero na Doutrina Espírita que a transformou em religião e seus sectários,
vem atuando desde o século XIX, quando o Espiritismo aqui surgiu, de forma
ativa para manter esse status.
O Espiritismo, caso
fosse uma religião, perderia seu caráter Universalista, pois assim o sendo
concebe-se que congregue todos os sentimentos de religiosidade. O Espiritismo é
uma Ciência e ciência não se ocupa com dogmas; é uma Filosofia de consequências
Morais e, portanto, não religiosas.
Os muitos “ismos” que encontramos na Doutrina não
passam de falácias e pieguismo de uma religiosidade implantada sem escrúpulos pelos
que se comprazem em manter uma horda de ingênuos que dá lucro financeiro ao
estimular suas idéias estapafúrdias.
sábado, 20 de fevereiro de 2016
No Limiar do Amanhã – Programa 120
O
grande defensor da Doutrina Espírita, Herculano Pires faz falta nos dias de
hoje no combate aos detratores e desvirtuadores que se encontram dentro do
próprio movimento. Criticado e perseguido nunca se rendeu, pois sabia que
aqueles que o tripudiavam não haviam entendido verdadeiramente o que é o
Espiritismo.
Nesta
entrevista Herculano discorre com explicações impecáveis. Com equilíbrio e
sabedoria responde às perguntas a ele dirigidas esclarecendo de modo destemido
as questões capciosas. Brilhante explanação sobre o que é o Espiritismo, sobre
a mediunidade, sobre Jesus e a misericórdia divina. Precisamos de outros Herculanos no movimento Espírita brasileiro,
precisamos de estudiosos e pesquisadores que assim como Herculano tenham a
coragem de lutar contra as contradições que se fazem presentes na Doutrina.
Para isso é preciso responsabilidade e integridade em relação aos
estudos, levando a efeito a advertência deixada por Kardec no Projeto 1886: a
necessidade de cursos regulares de Espiritismo a fim de que os princípios da
Ciência Espírita se desenvolvam e a propagação do gosto pelos estudos sérios
formando adeptos esclarecidos.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
O meu olho é ruim porque o seu é bom?
Por que vês tu, pois o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho?
Mateus, 7: 3-5.
Mateus, 7: 3-5.
As palestras espíritas
são um meio para a divulgação da Doutrina e por isso mesmo, é uma mensagem que
deve ser transmitida equilibradamente, de forma que, os que estiverem tomando
contato pela primeira vez com o Espiritismo, possam ter um entendimento inicial
satisfatório.
Por
se tratar de uma aula, deve ser bem elaborada, dando ao orador a oportunidade
de interagir com a assistência e promover esclarecimentos.
Porém, temos visto o púlpito espírita ser utilizado por
palestrantes para explanar insatisfações pessoais, fazer campanha política,
“lavar a roupa suja” com os companheiros da casa, difamar e agredir até mesmo a
quem não frequenta o centro.
Palestrantes que se acham profundos conhecedores da Doutrina
Espírita, mas que nunca leram nem mesmo o Evangelho Segundo o Espiritismo, que gostam de serem
tratados como irmãos em Cristo, convencidos de que estão em posição de
destaque, sentem-se no direito de apontar o dedo, ao que à priori julga ser
negativo.
Assim com um PowerPoint filosoficamente ilustrado, fazem
referências a coisas e pessoas que são chamadas de embusteiras, caloteiras e
farsantes.
Amai-vos e Instrui-vos, ensina o Espiritismo, mas ao que
tudo indica, estamos passando longe, bem longe do real entendimento desta
chamada de atenção...
Não temos o direito de citar nomes, sejam de pessoas ou
empresas e ainda mais sem um conhecimento real a respeito do outro e utilizando
adjetivos que desqualificam de forma absolutamente acintosa como se
estivéssemos completamente incólumes de sermos também apontados como
embusteiros.
Além de ser uma tremenda falta de caridade, é imoral sendo
também algo passível a um processo judicial por calúnia e difamação. Lembremos,
quando apontamos um dedo a outrem, temos três voltados para nós...
Não temos condições de mensurar as razões alheias e julgar
sem conhecimento de causa é passar atestado de incompetência. Além disso,
queremos justificar nossos erros afirmando que ainda não aprendemos a ser
tolerantes... Ora de certa forma, utilizamos o mesmo desculpismo de outrora
para dar embasamento legal às nossas ações bizarras, de que “a carne é fraca”.
Se quisermos realmente amor e instrução em nossas vidas,
aprendamos enquanto é tempo a sermos sujeitos espirituais autênticos.
Coloquemo-nos no lugar do outro e tentemos entender a sua visão de mundo.
Busquemos pensar como ele, ver a vida como ele a vê, perceber seus limites e
conhecimentos, os seus porquês e experiências. Desta forma, talvez tenhamos
condições de perceber que com o mesmo arcabouço cultural e espiritual, agiríamos
igual ou talvez pior.
Mas, a sede de demonstração de poder e conhecimento
ultrapassam as fronteiras do bom senso, pois além da utilização irracional dos
mecanismos que deveriam servir para construir, utilizam-se também das redes
sociais com a mesma intenção maléfica.
No centro Espírita os aplausos inflam os egos, no mundo
virtual o “like/gosto/curtir” e comentários favoráveis tem a mesma função: dar
razão ao irracional que se julga superior.
Análises unilaterais e desprovidas de lucidez e emoção
equilibrada. Se quisermos corrigir o outro, comecemos por nós mesmos.
Para o bem da verdade, não sabemos nada que possa nos dar subsídios
para ostentarmos o título de sábios, mesmo que laureados por um PhD. O
conhecimento de ninguém está pronto e acabado, todos nós aprendemos a cada dia
um pouco mais, uns com os outros. O conhecimento é uma construção que acompanha
o progresso do Espírito, portanto, mais humildade e menos orgulho. Atentemos para o ditado popular: cautela e
caldo de galinha, não fazem mal a ninguém.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Programa No Limiar do Amanhã
Na
década de 70 (Século XX), o Grupo Espírita Emmanuel produziu o programa radiofônico No Limiar do
Amanhã, apresentado pelo professor Herculano Pires, onde este respondia as
perguntas dos ouvintes de modo profundo e lúcido.
Confira o trecho de um dos programas no qual Herculano faz uma comparação entre André Luiz e Ramatis.
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